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Aprender a viver em família

Segunda-feira, 27.06.11

 

As descobertas que se fazem de vez em quando... Desta vez, na revista Sábado, um artigo interessante (Vera Moura) sobre um curso muito útil: Como ser um bom marido e um bom pai.

A escola surgiu na Coreia do Sul, em 95, como tentativa de prevenir a avalanche de divórcios. "Naquele país, os homens são descritos como sendo desligados das suas famílias, emocionalmente fechados, focados unicamente no trabalho e, em alguns casos, agressivos para as suas mulheres, que tratam desdenhosamente por jip saram (pessoa da casa) quando estão à frente dos amigos." A escola, Father School, iniciou-se nos EUA em 2000 e já "está em 57 cidades norte-americanas.

O curso é constituído por "quatro sessões de cinco horas intensivas cada" e inclui exercícios de abraços, palestras, vídeos didácticos, desenhos da família, escrever testemunhos, etc. E há TPC: "convidar as mulheres para sair à noite, dizer 'eu amo-te' e escrever listas das 20 coisas que mais se gosta nelas." Podem parecer trivialidades, mas são pormenores importantíssimos, os pequenos gestos, uma atenção, um carinho.  


Este curso também podia ser muito útil no nosso cantinho que supostamente aprecia a vida familiar. O número de divórcios não pára de aumentar e muitas mulheres queixam-se de maridos ausentes. Pessoalmente, acho que também as mulheres se estão a tornar mais frias e obcecadas pela sua profissão, tal como os homens.

O equilíbrio é o mais difícil de se conseguir e a vida familiar requer equilíbrio, senão os laços desfazem-se dia a dia. Há famílias que mais parecem pensões familiares em que apenas se partilha um espaço, com as refeições desencontradas, e quando se sentam à mesa invariavelmente é para olhar uma televisão colocada estrategicamente na sala ou na cozinha.

Se amar é uma aprendizagem, a vida familiar também é. Este tema sempre me fascinou e acho até que lhe vou dedicar mais alguns posts aqui. Afinal, a vida familiar é uma das coisas verdadeiramente essenciais, não acham?

 



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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:58


10 comentários

De geriatriaaminhavida a 23.07.2011 às 13:08

Acho si, que a harmonia da vida familiar é muito importante.
Muitas vezes acho que os casais esquecem de dialogar. e quando digo dialogar refiro-me a falar sobre tudo.
Ums das coisas que fazemos cá em casa é especialmente à hora da refeição falar do nosso dia a dia, das dificuldades, dos objectivos, das desilusões....
É importante os filhos participarem nessas conversas.
Bom fim de semana

De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 23.07.2011 às 14:52

Maria

Sim, é um hábito muito saudável, sempre que for possível, partilhar as refeições, pelo menos o jantar.
Bom fim-de-semana!
Ana

De Marta M a 23.07.2011 às 22:05

Acho, absolutamente.
Investi muito nessa área e nem sempre o investimento foi garantido..
A vida não é uma matemática pura, já se sabe.
Ainda assim,continuo acreditar na família e nas suas virtudes ;)
Foi bom ter passado por aqui.
Marta M

De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 24.07.2011 às 16:14

Obrigada, Marta.
Gostei muito do seu comentário.
Ana

De Caminhando... a 23.07.2011 às 22:52

A familia é sem duvida essencial. Cada vez há de facto maior distancia entre as pessoas, muitas são as razões possiveis: entre elas poderei destacar o facto de, quando se gosta, se acabe por dar o outro como garantido e não se têm gestos de carinho e afecto, acabando por não haver investimento relação. Outro, e talvez o maior problema é a falta de comunicação.
Esse curso parece ser realmente muito interessante e importante. Cada vez se dá menos importancia às pessoas, e mais ao trabalho e aos prazeres materiais. Se dermos mais valor a um beijo, a um abraço e ao simples facto de olharmos o outro nos olhos, acredito que seremos muito mais felizes do que se tivermos imensos bens materiais e coisas brilhantes.

Cumprimentos, Ana

De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 24.07.2011 às 16:20

Joana
Obrigada pelo seu comentário de que gostei muito.
Tem toda a razão quando diz que muitas vezes negligenciamos os mais próximos, o afecto, a comunicação.
De qualquer modo, alerto-a para o facto de as questões materiais, alguma segurança e estabilidade financeiras mínimas, ajudam muitíssimo a manter a paz familiar.
Estabelecer esse equilíbrio família-trabalho-orçamento, essa é a verdadeira arte de viver, a meu ver.
Cumprimentos!
Ana

De Caminhando... a 24.07.2011 às 21:04

Olá novamente Ana,

Antes de mais, obrigada pela sua resposta.
Tem toda a razão, e concordo plenamente que a segurança económica tem forte influência no ambiente familiar, sei-o de perto. No anterior comentário referia-me era ao facto de haver uma inversão dos valores, ao ponto de se dar mais importância aos bens materiais, do que estar com o outro.
Noto uma cada vez maior distancia entre as pessoas, e os valores invertidos. Mais importância se dá à quantidade e ao "material". O calor de um abraço, uma mostra de afecto e o parar um pouco para falar e ouvir o outro, sucede cada vez menos...
Estabelecer esse equilíbrio é essencial, também o encaro, sem duvida, assim.

Cumprimentos!

De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 25.07.2011 às 09:56

Joana

Sim, percebi o que a Joana quis dizer, só introduzi a noção do equilíbrio para considerar os vários condicionalismos a que a família está sujeita hoje, a fase de dificuldades que hoje atravessamos, com elementos de uma família inactivos, ou a necessidade de emigrar. Foi só por isso.
Quanto à importância da expressão do afecto (um abraço, ouvir o outro, pequenos gestos carinhosos, espero ainda dedicar-lhes alguns posts aqui. E gostaria de a "ouvir" aqui também.
Cumprimentos!
Ana

De Caminhando... a 27.07.2011 às 12:20

Terei todo o gosto em continuar a ler o que aqui partilha, para isso, venho pedir permissão para a adicionar. Assim "não a perco" ;)

A porta do meu "Caminhando" está aberta, se lá quiser entrar, será muito bem vinda!

Votos de boa semana, Ana.

De Ana Gabriela A. S. Fernandes a 28.07.2011 às 18:20

Obrigada, Joana!

Pela amabilidade de me adicionar e pelo convite a visitar o "Caminhando".
Até breve!
Ana

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